Histórico

NA segunda metade do século XVII, os jesuítas fundaram a Missão de Conceição de Maracu, deslocando para aquele local certo número de índios Guajajaras procedentes da aldeia do Itaqui. Mas, ao que parece, somente em princípios do século seguinte os padres da Companhia de Jesus se estabeleceram na região, edificando, na extremidade de ‘um esporão de terra firme que avança entre a lagoa e uma das suas enseadas’, uma igreja sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição. Há, também, notícias relativas à exploração de minas de ouro para as bandas do rio Turi.

Aos padres jesuítas vieram juntar-se posteriormente, sob os auspícios da administração pública, alguns colonos portugueses que, acompanhados de grande número de escravos negros, se localizaram na sede da aldeia e em outros pontos, dedicando-se ao comércio e à agricultura.

Em 8 de julho de 1757, foi criada a vila, com a denominação de Viana, pelo governador da Capitania, Gonçalo Pereira Lobato e Sousa, que ali compareceu acompanhado de outras autoridades. Em nome do governo português, o governador tomou posse da vila e de todos os bens a ela pertencentes, conforme a relação que lhe foi apresentada pelo padre Manuel das Neves, da Companhia de Jesus, missionário que administrara a antiga aldeia, assistido pelo padre José Rancone, como procurador do seu colégio.

Pelo mesmo governador, foi concedida à vila, em 30 de outubro de 1759, uma légua de terra em quadra para o seu patrimônio. A título de indenização, por ser a doação parcialmente alagadiça, ser-lhe-ia concedida mais tarde nova porção de terra, contígua ao antigo patrimônio.

Em 1768, o governador Joaquim de Melo e Póvoas, relatando à coroa portuguesa a viagem que fizera ao interior da Capitania. informava haver estado em Viana, achando excelente a sua situação. Encontrara uma ‘boa igreja, suficiente casa de camera e uma forte cadeia’. Visitou a escola, que ‘estava muito bem provida de rapazes’, dos quais ‘alguns escrevem bem’. Ainda de acordo com o depoimento do governador, a vila dispunha de boas casas, embora todas cobertas de palha, e de uma boa olaria, tendo ele ordenado que as casas em construção e as que de futuro se levantassem fossem cobertas de telhas, ajudando-se os moradores uns aos outros.

Provida de paróquia desde 1757, quando cessou a jurisdição temporal e secular dos missionários regulares que administravam a Missão, a vila passou a ser assistida espiritualmente por vigários designados pelo bispado.

Em 1820, contava a localidade uma grande praça, cinco ruas e algumas travessas, com 137 fogos e 843 almas, em cujo número se incluíram aproximadamente 400 índios domesticados.

A Lei provincial n.° 377, de 30 de junho de 1855, elevou a vila à categoria de cidade.

Pela divisão territorial vigente em 1.° de janeiro de 1958, o Município compõe-se de apenas um distrito, o do mesmo nome.

Em Viana, nasceram Antônio Bernardo da Encarnação e Silva (1799-1848), lente de retórica e poética do Liceu Maranhense; Celso Magalhães (1849-1879), poeta, novelista, crítico e magistrado, um dos precursores dos estudos folclóricos no Brasil; Antônio Lopes da Cunha (1889-1950), magistrado, professor, jornalista e poeta, membro da Academia Maranhense de Letras; e Raimundo Lopes da Cunha (1894-1941), naturalista e etnógrafo de renome, autor de vasta obra literária.

Gentílico: vianense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Viana, pela Resolução Régia de 18-06-1757 e lei municipal nº 4, de 15-02-1893. Elevado à categoria de vila com a denominação de Viana. Em 08-07-1757. Sede na vila de Viana. Não temos data de instalação. Elevado à condição de cidade com a denominação de Viana, pela lei provincial nº 377, de 30

06-1855. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo