Notícia de São João do Carú

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Publicada em 10/07/2019 12:11:43

Prefeitura Municipal de São João do Caru e ICMBio fecham parceria visando a preservação da Reserva Biológica do GURUPI


A reunião ocorrida no último dia 4 de julho em São João do Carú com os Secretários de Meio Ambiente Junior, de Educação Herle Sandro “Nininha”, contando ainda com a participação do Diretor da Escola Manoel Ramalho Juvenal, da Coordenadora da Atenção Básica da Secretária de Saúde "Luciara", do Senhor Marcos Pinheiro, consultor do ICMBio e as Técnicas Luciana e Patrícia da equipe da Rebio Gurupi, teve como objetivo apresentar o potencial pedagógico da biblioteca itinerante do ICMBio. Bem como, foi apresentado o enfoque deste trabalho junto à escola definida para servir de Projeto Piloto resultado da celebração de parceria entre o ICMBio e a Prefeitura de São João do Caru. O Projeto Piloto buscará o desenvolvimento do Programa de Educação Ambiental da REBIO Gurupi e acima de tudo para que todos passem a conhecer mais sobre a reserva.

Slobre a  Rebio Gurupi:

A Reserva Biológica do Gurupi é uma reserva biológica federal localizada no estado brasileiro do Maranhão, criada pelo Decreto nº 95.614 de 12 de janeiro de 1988, no limite oeste do estado, perto da divisa com o Pará.

Protege uma das últimas porções da Amazôniamaranhense, foi criada com o objetivo de preservar o ecossistema de Floresta Tropical Úmida na Serra da Desordem e na Serra do Tiracambu, nos vales dos rios Gurupi, Capim e Guaimá. Localiza-se entre os municípios de Centro Novo do Maranhão, Bom Jardim e São João do Caru, no Maranhão.

Trata-se de reserva estratégica para a conservação, pois, somada às três terras indígenas vizinhas a ela (Alto Turiaçu, Awa e Caru), constitui a última fronteira de área contínua amazônica do Maranhão. É um dos locais de estudo do Programa de Pesquisa em Biodiversidade - PPBio Amazônia Oriental e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia.

É um importante centro de endemismo e de elevada biodiversidade, e na reserva ocorrem espécies ameaçadas de extinção como a ararajuba (Guaruba guarouba), o mutum-de-penacho (Crax fasciolata pinima), o jacamim-de-costas-verdes (Psophia viridis obscura), a araçari-de-pescoço-vermelho (Pteroglossus bitorquatus bitorquatus) e o arapaçu-da-taoca (Dendrocincla merula badia).

Pesquisas identificaram a existência na reserva de: 109 espécies de peixes, 124 espécies pertencentes a 34 famílias de nove ordens de mamíferos e 503 espécies de aves para esta região do Estado, das quais 470 são residentes (não migratórias), como o gavião-real e a maria-caçula, um dos menores passarinhos do mundo. Também estão presentes duas espécies de primatas que só existem na Amazônia Oriental e extremamente ameaçadas: o Cairara Ka'apor (Cebus kaapori) e o Cuxiú-preto (Chiropotes satanas).

A reserva vem sofrendo com o desmatamento ilegal, sendo uma das 10 unidades de conservação mais ameaçadas pelo desmatamento no país.

São verificadas diversas ameaças: invasão das terras por posseiros, exploração ilegal de madeira, caça, pastoreamento, e queimadas. Em situação crítica, cerca de 70 a 80% da área já sofreu alteração pela extração da madeira.

 

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